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Leitura e Bibliotecas Escolares
Biblioteca Escolar e Práticas Educativas
Renata Junqueira de Souza.
ISBN: 978-85-7591-111-2
Formato: 14 x 21 cm | Acabamento: Brochura
Páginas: 14 x 21 cm | Ano: 2009 | Edição: 1
Idioma: Português
Preço: R$ 57,00
O Mediador em Formação Renata Junqueira Souza (org.)
Sinopse:

Refletir sobre a formação do leitor solicita um olhar atento para as bibliotecas escolares das redes públicas de ensino, para a constituição de seus acervos de literatura, organização, condição de funcionamento e práticas pedagógicas desenvolvidas nessas instâncias escolares.
Este livro reúne diversos estudiosos que tentam diminuir as distâncias entre livro, leitor, acesso e materialização do ato de ler.

Atualmente, são restritas as ações que, no espaço escolar, viabilizam a formação de professores e de profissionais que atuam nas bibliotecas escolares para o reconhecimento do potencial do material disponibilizado e suas possibilidades educativas no cotidiano escolar, em especial, na sala de aula e na biblioteca. Neste sentido, este livro tem por objetivo refletir sobre o porquê de eximirem-se – pes-quisadores e formadores de docentes –, de uma ação essencial, no bojo de políticas de distribuições e acesso a bens impressos para o ambiente escolar. Avalia-se que a formação do mediador de leitura responsável pela biblioteca escolar é imprescindível para a formação de leitores plenos.


Textos que compõem a obra e seus respectivos autores:

PREFÁCIO

A HORA DO CONTO NA BIBLIOTECA ESCOLAR:
O DIÁLOGO ENTRE A LEITURA LITERÁRIA E OUTRAS LINGUAGENS
Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto
Renata Junqueira de Souza

FORMAR LEITORES: DESAFIOS DA SALA DE AULA E DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Lílian Lopes Martin da Silva
Norma Sandra de Almeida Ferreira
Rosalia de Ângelo Scorsi

A LEITURA DIALÓGICA COMO ELEMENTO DE ARTICULAÇÃO
NO INTERIOR DE UMA BIBLIOTECA VIVIDA
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira

PROGRAMAS DE LEITURA NA BIBLIOTECA ESCOLAR:
A LITERATURA A SERVIÇO DA FORMAÇÃO DE LEITORES
Caroline Cassiana Silva dos Santos
Renata Junqueira de Souza

BIBLIOTECA ESCOLAR: ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
Rovilson José da Silva

A TRAMA DO ACERVO: A LITERATURA NAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
PELA VIA DO PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA
Aparecida Paiva

LEITURA NO ESPAÇO DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Dagoberto Buim Arena

LEITURA E FORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES INEVITÁVEIS
Luiz Percival Leme Britto

BIBLIOTECÁRIO: UM ESSENCIAL MEDIADOR DE LEITURA
Sueli Bortolin
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior

OUTROS PARCEIROS NA BIBLIOTECA ESCOLAR:
DEMOCRATIZAÇÃO E INCENTIVO À LEITURA
Ana Paula Cardoso Rigoleto
Cristiano Amaral Garboggini Di Giorgi


Prefácio

A reflexão acerca da formação do leitor solicita um olhar atento para as bibliotecas escolares das redes públicas de ensino, para a constituição de seus acervos de literatura, organização, condição de funcionamento e práticas pedagógicas desenvolvidas nessas instâncias escolares.
Atualmente, são restritas as ações que, no espaço escolar, viabilizam a formação de professores e de profissionais que atuam nas bibliotecas escolares para o reconhecimento do potencial do material disponibilizado e suas possibilidades educativas no cotidiano escolar, em especial, na sala de aula e na biblioteca. Diante desse quadro, este livro tem por objetivo refletir sobre o porquê de eximirem-se – pesquisadores e formadores de docentes –, de uma ação essencial, no bojo de políticas de distribuições e acesso a bens impressos para o ambiente escolar.
Estruturado a partir de contribuições de pesquisadores e educadores compromissados com a formação do leitor, o presente livro revela ao seu leitor apaixonantes textos que se completam e em uníssono afirmam o amor pela leitura literária. Esses textos, estão organizados em dez capítulos, respectivamente: “A Hora do Conto na biblioteca escolar: o diálogo entre a leitura literária e outras linguagens”, de Cyntia Graziela Guizelim Simões Girotto e Renata Junqueira de Souza, considera o mediador de leitura como aquele que lê, discute, promove e facilita a compreensão, o diálogo entre o texto e o leitor. Nesse sentido, as autoras sugerem que a biblioteca escolar seja utilizada de forma “interativa” e abrigue atividades que divulguem os livros da biblioteca de forma lúdica e prazerosa. Atividades como a Hora do Conto são sugeridas para envolver as crianças, inicialmente, com o prazer em ouvir histórias e, mais tarde, despertar e sedimentar o gosto pela leitura.
Assim, as docentes exemplificam algumas técnicas que podem ser utilizadas no momento do contar e explicam os critérios para a escolha de tais técnicas. Elas propõem um módulo de trabalho intitulado “Contar, ler e encantar crianças na biblioteca escolar”, no qual esquematizam todos os passos para que esta prática ocorra com atividades como: a contação de histórias, a utilização do Baú de Histórias, o trabalho com diferentes linguagens. Também fazem parte destas atividades a partilha e a avaliação do momento, e da história contada. Por essa perspectiva, o professor, o bibliotecário, o mediador terão instrumentos fundamentais para a escolha da história e para a otimização das atividades com os leitores, que terão voz e vez de se manifestar.
“Formar leitores: desafios da sala de aula e da biblioteca escolar”, de Lílian Lopes Martin da Silva, Norma Sandra de Almeida Ferreira e Rosalia de Ângelo Scorsi, problematiza a questão da formação do leitor em âmbito escolar. As autoras afirmam que há uma convicção disseminada de que a leitura é uma prática importante, sobretudo a literária que deve ser buscada e cultivada por todos, principalmente porque permite a humanização. Há também certa consciência de que muitos programas de distribuição de livros favoreceram o acesso a esse objeto nas escolas do país. Entretanto, elas alertam para o fato de que somente assegurar o acesso dos estudantes a uma boa quantidade e diversidade de livros não garante o êxito na formação do leitor. Faz-se necessário que haja um investimento em cursos de formação continuada de professores, agentes de leitura etc., buscando inseri-los em experiências de compartilhamento de leituras, de entusiasmo por esta atividade de produção de significados e de diálogos entre os textos, evidenciando, enfim, que, na prática de ler, há também um componente afetivo e coletivo que não deve ser ignorado. Ter, apenas, acesso aos livros ou tempo para ler não basta, nem simplesmente deixar ler, para que o interesse pela leitura ocorra, é preciso apresentar os livros aos leitores em formação. Para tanto, faz-se necessário investir na mediação da leitura.
As autoras partem do pressuposto de que é possível formar leitores, por meio de uma leitura animada e de uma educação visual. O desejo de animar a escrita e suas imagens pede o movimento de outras formas de linguagens (áudio)visuais: a foto, a história em quadrinhos, a pintura, a cena do cinema, a música etc. Para elas, a visualização das imagens escritas ocorre no cruzamento dessas linguagens, uma fazendo face a outras, iluminando a si mesma e a outras, movendo o repertório memorial já construído do aluno, e /ou participando da ampliação deste. Dessa perspectiva, a interpretação de uma obra literária faz-se no conhecimento do significado que cada linguagem busca dar às realidades mostradas, por meio da montagem e da remontagem, da construção de uma significação alegórica de cada texto, em sua inteireza, com tudo que carrega de suas coerências e contradições. Dessa forma, o capítulo apresenta propostas de trabalhos que resgatam a importância da formação literária e do mediador.
“A leitura dialógica como elemento de articulação no interior de uma biblioteca vivida”, de Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira, trata da questão da rejeição à leitura entre jovens e, por consequência, da desvalorização dessa atividade e dos espaços em que ela se efetiva. A partir de uma pesquisa de campo, a autora apresenta estratégias de leitura que visam cativar o jovem leitor para a leitura literária, emancipando-o de seus conceitos prévios, ou seja, pré-conceitos. Neste sentido, alerta para o fato de que o ensino de literatura precisa ser democrático, assim como o acesso a obras em sala de aula e na biblioteca, e esse acesso precisa ser mediado por um educador. Elege, como caminho metodológico para a formação do leitor, a dialogia entre textos, a partir do pressuposto de que somente com a interação com textos diversos o leitor percebe que a leitura é uma prática social que remete a outros textos.
Afirma que a leitura, como produção de sentidos, permite emergir a biblioteca vivida, a memória de leituras anteriores e de dados culturais, como não há jamais sentido constituído imposto pelo livro em leitura, é preciso construí-lo. Para tanto, durante o trabalho de mediação de leituras, o professor ou o bibliotecário precisam proporcionar aos alunos um intenso convívio com textos diversos, pois esses textos propiciam uma abertura para a realidade vivenciada pelo leitor. Dessa forma, a leitura pode atuar na cognição do leitor, representando uma convivência particular com o mundo criado por meio do imaginário e, por consequência, uma revisão de conceitos prévios e a construção de uma nova visão sobre as coisas. Pela conversão de obras num meio de cultura, dá-se relevo à função formadora da leitura e à constituição da biblioteca vivida. O desenvolvimento dessa função incrementa no leitor a capacidade de compreensão e discernimento do mundo, de investigação e de posicionamento crítico perante a realidade. A constituição dessa biblioteca, por sua vez, integra socialmente o leitor, pois, por meio dela, ele se apropria de sua herança cultural.
“Programa de leitura: a literatura a serviço da formação de leitores”, de Caroline Cassiana Silva dos Santos e Renata Junqueira de Souza, versa sobre a literatura como objeto de leitura na biblioteca escolar. As autoras afirmam a necessidade de crianças e adolescentes poderem conhecer diversos tipos de gêneros literários reconhecendo neles qualidades e critérios singulares. Propõem um programa de leitura para a biblioteca escolar capaz de mostrar aos leitores o conteúdo de formas literárias, mas também apto para formar a sensibilidade linguística.
Mais do que oferecer e conhecer diversos gêneros literários, o professor, o bibliotecário, o mediador de leitura deveria ser conhecedor dos diversos modos de ler, planejando momentos de leitura em voz alta, leitura silenciosa, leitura compartilhada como parte das atividades do programa de leitura da biblioteca. Por fim, as autoras sugerem um trabalho com sequência didática que poderia ser feito com qualquer texto literário, no exemplo, elas se utilizam do conto de fadas. A atividade desenvolvida no espaço da biblioteca escolar tem como objetivo principal a circulação e apropriação da escrita, para que, ao longo de seu desenvolvimento, o mediador possa se sentir responsável pela circulação da informação e da cultura na biblioteca, construindo paulatinamente e, com maior consistência, o leitor real.
“Biblioteca escolar: organização e funcionamento”, de Rovilson José da Silva, alerta para o fato de que a convivência pedagógica entre a biblioteca e a escola, ainda, não é uma realidade consolidada em nosso país. Embora exista biblioteca em parte de nossas escolas, os alunos têm pouco acesso a ela, seu acervo raramente é explorado e o que se aprende não está integrado aos títulos que a compõem. Com o objetivo de otimizar esse espaço em âmbito escolar e de valorizá-lo, o autor apresenta propostas de organização de uma biblioteca escolar. Para tanto, define o conceito de biblioteca escolar, suas contribuições e funções, apresentando formas de organizá-la de modo racional quanto ao espaço físico para que atinja seus objetivos pedagógicos.
O autor afirma que a biblioteca escolar só pode cumprir a sua função de integrar-se ao ensino numa escola, se o mediador que atua nesse espaço for um profissional dinâmico, pois cabe a ele estabelecer interação entre a biblioteca e os alunos, entre a biblioteca e os professores, e entre a biblioteca e os conteúdos. Para tanto, esse mediador precisa ser leitor, relacionar-se bem com os alunos e com o corpo docente, e compreender a biblioteca da escola como local de trabalho que acumula ações pedagógicas promovedoras do conhecimento de sua comunidade.
“A trama do acervo: a literatura nas bibliotecas escolares pela via do Programa Nacional Biblioteca da Escola ”, de Aparecida Paiva, apresenta uma reflexão sobre os acervos de literatura distribuídos pelo PNBE – Programa Nacional Biblioteca da Escola –, em execução desde 1997, para as escolas públicas brasileiras, em especial, as de Ensino Fundamental. Essa reflexão advém da constatação de que são escassas as ações governamentais que visam ultrapassar a distribuição desses materiais. Faz-se necessário, então, que sejam realizados investimentos em capacitação e em pesquisas sobre a utilização desses acervos, pois do contrário, esvazia-se uma ação que poderia repercutir enormemente no processo de formação de leitores.
A autora apresenta como proposta para evitar esse esvaziamento, divulgar o acervo nas escolas e conscientizar os profissionais responsáveis pelo processo de formação de leitores sobre a importância da leitura literária. Esses profissionais, ao compreenderem o poder da escola na democratização da cultura, podem nortear suas ações, enquanto mediadores, pelo uso constante e consciente dos materiais disponibilizados para sala de aula e biblioteca. Assim, eles podem vincular as obras pertencentes ao acervo aos processos de ensino-aprendizagem desenvolvidos no contexto escolar, operando em sintonia com as ações de disponibilização desses bens culturais.
“Leitura no espaço da biblioteca escolar”, de Dagoberto Buim Arena, reflete sobre a situação dos espaços destinados à leitura nas escolas, sua precariedade de funcionamento e suas possibilidades de superação. Fornece depoimentos valiosos de sua trajetória como educador. Seu texto discute os papéis dos mediadores de leitura que, não sendo bibliotecários, improvisam ações orientadas por suas intuições, sem, contudo, refletir sobre as próprias concepções sobre biblioteca escolar, livros de literatura infantil e alunos. Problematiza o tema leitura, com o objetivo de levar seu leitor à reflexão acerca do seu ensino na sala de aula e na biblioteca escolar. Como parte dessa problematização, sugere condutas que poderiam ser desenvolvidas pelo mediador, de modo a fornecer aos alunos a possibilidade de aprenderem a ler literatura.
Com o objetivo de ampliar o debate e as experiências na área de leitura nas bibliotecas escolares, o autor apresenta resultados de suas pesquisas. Essas pesquisas demonstram a existência de problemas semelhantes em Portugal a alguns aspectos aos do Brasil, alertando para o fato de que, em relação à falta de livros de literatura nas escolas, aquele país padece mais que as escolas brasileiras. A questão comum entre os dois países é a falta de bibliotecários, compensada, como aqui, pela designação de professores em razão de alguma limitação de natureza profissional. Por outro lado, porém, a criação de uma rede nacional de bibliotecas e o investimento na formação desses professores de bibliotecas em Portugal parece ser uma medida a ser considerada pelos organismos brasileiros como política permanente.
“Leitura e formação na educação escolar algumas considerações inevitáveis”, de Luiz Percival Leme Britto, aborda a mitificação da leitura, como sendo resultante de uma representação equivocada que não explicita o que se entende por ler e desconsidera as práticas sociais em que essa atividade se efetiva. Desse modo, ignora-se os modos de inserção dos sujeitos nas formas de cultura e estabelece em torno da questão juízos de valor e falsos consensos.
Para o autor, a razão de ser da Educação escolar é a de promover o desenvolvimento intelectual e social dos alunos. Para que essa educação atinja seus objetivos, é necessário que sejam realizadas ações educativas e de promoção da leitura em uma perspectiva de educação formativa. A diminuição da importância da biblioteca resultou justamente da perda dessa perspectiva a qual considera para a promoção da leitura os objetos elaborados da cultura, priorizando conteúdos e textos cujo acesso não é imediato e que só serão conhecidos se ensinados. O mediador ao objetivar o ensino da literatura, considera as individualidades, as singularidades, as necessidades de cada participante, mas sempre as compreendendo em sua historicidade, levando-os a observar criticamente a realidade e construir uma nova racionalidade. Tal esforço pressupõe o diálogo entre o saber sensível-prático e o patrimônio científico produzido pela humanidade. A partir dessa concepção, a biblioteca escolar ganha destaque como espaço de estudo e de acesso ao conhecimento elaborado.
“Bibliotecário: um essencial mediador de leitura”, de Sueli Bortolin e Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, com a intenção de fomentar ideias e discussões a respeito da biblioteca escolar, trata da mediação de leitura e de informação que se efetiva neste espaço. Esse capítulo traz para o centro da discussão a importância do mediador. Os autores afirmam que a biblioteca deve ser transformada, por aqueles que trabalham neste espaço, em um local de práticas da vida cotidiana, seja no aspecto informativo, literário, cultural e/ou social. Só assim, pode ser percebida como um ambiente de formação de leitores e pesquisadores. Para tanto, os profissionais que nela atuam devem criar em torno das ações de leitura e pesquisa um clima de liberdade e ludicidade. Por sua vez, a biblioteca escolar para atender aos seus usuários deve apresentar acervo atualizado e diversificado; serviços e atividades apropriados; localização, ventilação, decoração, iluminação, temperatura e mobiliário adequados; bem como controle da umidade do ar.
Além da mediação pedagógica, o bibliotecário é responsável pela mediação da leitura literária e da informação. Para que ele exerça com competência suas atribuições, precisa ser um leitor atento e desprendido de preconceitos, empático e versátil, capaz de se colocar no lugar dos seus educandos, tornando-se também um aprendiz. A fim de exercer seu papel com competência, o mediador precisa se atualizar quanto à produção literária, utilizando-se, quando necessário, de empréstimos de outras bibliotecas, de amigos; e/ou realizando aquisições em sebos com ofertas acessíveis. O resultado dessa postura se revela no trabalho de um mediador mais flexível, interessado e respeitoso.
“Outros parceiros na biblioteca escolar: democratização e incentivo à leitura”, de Ana Paula Cardoso Rigoleto e Cristiano Amaral Garboggini Di Giorgi, parte do pressuposto de que a biblioteca e a escola devem atuar juntas em prol do crescimento humano em todas as dimensões, e a formação do leitor é uma delas. Para tanto, os autores apresentam uma reflexão acerca da importante tarefa de envolver outros parceiros na biblioteca escolar, resgatando o valor desse espaço e o do bibliotecário. Esse envolvimento precisa ser motivado por este educador que, independente de ser professor ou outro profissional, ao incluir a família no processo de leitura compartilhada, pode contribuir para a democratização da cultura e para a formação tanto da criança como leitora, quanto de sua família.
Os autores apresentam várias propostas de atividades a serem desenvolvidas na biblioteca escolar entre pais e filhos. Essas atividades colocam o bibliotecário no centro de todo processo. Este educador, atuando como mediador, desenvolve ações que visam não só formar o hábito da leitura, como também propiciar às crianças e aos seus familiares, no âmbito escolar, interação, convívio e diálogo. Cristiano e Ana Paula enfatizam a importância dessas ações, alertando para o fato de que o tempo que a família dedica como ledora a seus filhos, dando-lhes a devida atenção, mostra-lhes o quanto são amados. Como mediador desse processo e da democratização da cultura, o capítulo resgata a fundamental importância do bibliotecário.
Com esse material à disposição, o professor e o bibliotecário deparam-se com uma obra que contribui para o avanço da reflexão sobre a formação do leitor, trazendo para o centro da discussão a importância do papel do mediador como incentivador da leitura literária.
Boa leitura!

Autores que participam da coletânea:

Ana Paula Cardoso Rigoleto – Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre em Educação pela Unesp.

Aparecida Paiva – Doutora em Literatura Comparada pela UFMG.

Caroline Cassiana Silva dos Santos – Doutoranda em Educação pela Faculdade de Educação, USP.

Cristiano Amaral Garboggini Di Giorgi – Doutor em Educação pela USP e Livre-docente pela Unesp.

Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto – Mestre em Educação pela UFSCar e Doutora pela Unesp, Marília.

Dagoberto Buim Arena – Doutor pela Unesp, Marília.

Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira – Doutoranda em Literatura e Vida Social pela Unesp, Campus de Assis.

Lilian Lopes Martin da Silva – Doutora em Educação pela Unicamp.

Luiz Percival Leme Britto – Doutor em Lingüística, Unicamp.

Norma Sandra de Almeida Ferreira – Pós-doutora pela Universidade de Algarve-Portugal e Doutora em Educação pela Unicamp.

Oswaldo Francisco de Almeida Jr. – Doutor em Ciência da Comunicação pela ECA/USP.

Renata Junqueira de Souza (org.) – Doutora em Letras pela Unesp, Pós-doutora pela University of British Columbia e Pós-doutora pela Ohio State University.

Rosalia de Ângelo Scorsi – Doutora em Educação pela Unicamp.

Rovilson José da Silva – Doutor em Educação pela Unesp, Marília.

Sueli Bortolin – Biblioteconomista pela Universidade Estadual de Londrina e doutoranda pela Unesp, Marília.


(capa: Vande Rotta Gomide)


Sobre os Autores:
Renata Junqueira de Souza - Possui doutorado em Letras pela Unesp “Júlio de Mesquita Filho” (2000), pós-doutorado pela University of British Columbia (2001) e pós-doutorado pelo Ohio State University (2005 e 2012). Atualmente é Professora Assistente Doutora da Unesp “Júlio de Mesquita Filho” e professora visitante da Universidade do Minho.

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